domingo, 4 de janeiro de 2015
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Todo mundo quer falar, mas...
É nítido que a grande massa, voraz por participar das discussões políticas, muitas vezes têm dificuldade em reconhecer conceitos tão básicos e, diria mais, essenciais para uma discussão saudável, como os paradigmas que definem se uma ideologia está localizada à esquerda ou à direita da sociedade. Com isso, vemos um fenômeno que se atenua cada vez mais na população brasileira e que pode ser percebido principalmente nas redes sociais: o analfabetismo político-funcional. Este "fenômeno" cria bizarrices que, se não fossem trágicas e perigosas, parecem ter saído de alguma piada de mal gosto feita por estudantes de sociologia bêbados em uma mesa de bar qualquer ao comemorar o final do semestre. Dentre elas:
- o pobre de direita, fruto do total desconhecimento do significado das correntes ideológicas. Ora, ser pobre e ser de direita é como ser colorado e torcer para que o grêmio ganhe o campeonato. Mais detalhes no vídeo abaixo.
- o umbiguista, que já usufruiu de bolsas criadas ou ampliadas exponencialmente pelo governo vigente, como bolsas para estudos (ensino técnico profissionalizante, graduação mestrado, doutorado, etc), e ainda assim considera um absurdo o caráter assistencialista do governo para com as famílias de regiões historicamente desassistidas, pois, graças ao ensino profissionalizante gratuito que teve acesso, felizmente não depende mais de nenhum programa social e, portanto, dane-se o resto.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Francesa
domingo, 7 de setembro de 2014
domingo, 17 de novembro de 2013
Da invenção da verdade
Infinita, insaciável
Como a captura do horizonte
Na ausência de uma verdade absoluta
Inventamos nossa própria realidade
Para nos confortarmos
Para fazer de conta
Que conhecemos as verdades do mundo
E a melancolia da vida é que não existe
E talvez jamais existiu
Uma pedra filosofal
Um santo graal
Uma razão subjacente
Então criamos deuses e lendas
E damos significados à nossa fé
Desconstruímos nosso mundo
Criamos ideologias
Novos mundos
Labirintos em nós mesmos
Destruímos realidades
E descobrimos que a fonte de todas as mágoas
Jaz inconsciente em nosso âmago
Onde cada célula moribunda
Grita ensurdecedoramente
Que a única verdade absoluta
É a efemeridade da nossa existência
terça-feira, 18 de junho de 2013
A primavera brasileira: do pão e circo ao despertar político de um povo.
Hoje percebo que essa mudança, essa epifania, é algo muito maior do que eu imaginava. Trata-se de um contexto no qual eu e você que está lendo este blog estamos inseridos, é uma revolução. Uma revolução diferente de todas as que a antecederam, onde a informação é a arma principal e a internet, através, principalmente, das redes sociais, é o principal campo de batalha. Estamos vivenciando um neo-iluminismo talvez sequer imaginado pelos grandes pensadores que influenciaram revoluções capazes de mudar as relações geopolíticas do planeta, como a Francesa e a Russa. Uma revolução onde a guerra é lutada com ideias. segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Black Label Society - Porto Alegre, 14/08/2011
Acabo de chegar de Porto Alegre após ver o show do Black Label Society, banda do motherfucker (como ele gosta de falar) Zakk Wylde e após algumas centenas de kilometros e pouco mais de uma dezena de horas de viagem ao todo.
Por volta de 19h40min, 20 minutos antes do anunciado, os portões são abertos para a satisfação de quem já não aguentava mais ficar de molho na fila. Trocamos nossos e-mails impressos pelos ingressos e entramos no Opinião, que foi enchendo aos poucos e ficando cada vez mais quente.
Eu e o João, meu colega dos tempos de faculdade, já marcamos lugar na chegada, ficamos num lugar ótimo onde pudemos ter uma visão perfeita do palco. Daí em diante era só ter paciência, e haja paciência nisso, pois ainda tinhamos que esperar duas horas até o show do BLS começar.
O intervalo entre às 20h e às 21h pareceu durar uma eternidade, até a Draco (banda de abertura) entrar no palco e quebrar um pouco a monotonia. Ao menos nos dois minuos iniciais, pois pessoalmente não me agradei com o show da banda, pois não combinou com a ocasião e há no mínimo meia dúzia de bandas no estado que seriam mais capazes de cumprir a missão.
Desse ponto até o final do show da Draco foi mais uma eternidade, a fome começou a bater e se nós saíssemos pra procurar algo pra comer iríamos perder o lugar e, pra ficar ainda mais emocionante, minhas pernas já estavam começando a dar sinal de desgaste graças a todo o tempo que eu estava de pé (consequências da profissão sedentária, é claro). Mais meia hora de espera para a equipe terminar de aprontar o palco e às 22h em ponto começa a tocar a introdução nos PAs.
Um por um, os membros da gang... digo, Black Label vão subindo ao palco até o momento que o Zakk se apresenta com um enorme cocar e liberando a massa sonora (sim, massa sonora MESMO, esse foi sem dúvidas o show mais barulhento que já fui).
Rolaram músicas novas, alguns clássicos absolutos da história da banda (pena que não rolou nada dos tempos de Pride & Glory, mas isso já era esperado), algumas partes chatas na minha opinião como o enorme solo do Zakk (de fato eu não curto os improvisos do Zakk) e o já esperado desfile de guitarras. Ele tocou no máximo 3 músicas com a mesma guitarra e durante o show foi mostrando o seu arsenal, já que ele assina vários modelos clássicos, com destaque para o famoso modelo bullseye.
Saí tão atordoado do show e com um enormo "zunido" no ouvido que nem lembrei de conferir a hora que o show acabou. Mas sem dúvidas valeu a pena a experiência de ver um dos maiores contribuintes do rock em carne e osso.
É notório que o show do BLS chama a atenção pela figura do Zakk Wylde em si. O cara é um ícone tanto na forma de tocar, visual, modelos de guitarras e a característica performance de palco, exceto, é claro, pelo momento Tarzan (quem olhou o show vai saber o que eu digo). Conseguiu criar uma marca publicitária invejável, fez escola no estilo de tocar guitarra e pode-se dizer que é uma das últimas grandes figuraças do Metal.
Vida longa ao ogro, Zakk Motherfucker Wylde!
Set list:
CRAZY HORSE
FUNERAL BELL
BLEED FOR ME
DEMISE OF SANITY
OVERLORD
PARADE OF THE DEAD
BORN TO LOSE
DARKEST DAYS
FIRE IT UP
GODSPEED HELLBOUND
THE BLESSED HELLRIDE
SUICIDE MESSIAH
CONCRETE JUNGLE
STILLBORN
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Kiosk com Slackware
Depois de ter instalado e configurado o Slackware, crie um usuário específico, onde iremos configurar o kiosk. Neste exemplo, iremos criar um usuário com o nome de terminal:
Após criado o usuário, carregue o gerenciador de janelas:
startx
Inicie o Firefox e defina o site que será exibido no kiosk como página inicial.
Este add-on faz com que o Firefox seja executado em modo fullscreen, desabilita todos os menus, barras de ferramentas, comandos de teclado e o botão direito do mouse.
Dentro do diretório /home/terminal crie o arquivo .xinitrc e insira a seguinte linha:
exec /usr/bin/firefox
width="1024"
height="768" />
#!/bin/bash
while true
do
/usr/bin/startx
done
vim /etc/inittab
1:2345:respawn:/sbin/agetty 38400 tty
1:2345:respawn:/sbin/agetty -n -l /sbin/autologin 38400 tty1
vim /sbin/autologin.c
int main() {
execlp( "login", "-f", "terminal", 0);
}
gcc -o /sbin/autologin /sbin/autologin.c
#NO_PASSWORD_CONSOLE tty1:tty2:tty3:tty4:tty5:tty6
NO_PASSWORD_CONSOLE tty1
init q
./autologin
Slackbook: http://www.slackbook.org
JACK.eti.br: http://www.jack.eti.br/www/
terça-feira, 19 de julho de 2011
Configurando o Zabbix Agent para iniciar automaticamente em servidores CentOS e derivados
Acesse a pasta /etc/init.d
cd /etc/init.d
Utilizaremos o editor de texto vi para criar o script. Nesse caso, nomeei o arquivo como zabbix_starter.sh:
vi zabbix_starter.sh
Adicione as seguintes linhas no arquivo:
#!/bin/bash
# chkconfig: 2345 95 20
# description: zabbix starter
# This script executes the zabbix agent on the system boot
# processname: zabbix_starter.sh
/usr/local/sbin/zabbix_agentd
Dentro do diretório /etc/init.d, digite:
chmod 755 zabbix_starter.shIsso dará as permissões necessárias para o arquivo ser executado.
Como root, execute o chkconfig para adicionar o script na inicialização do sistema:
sudo /sbin/chkconfig --level 2345 zabbix_starter.sh on
Relatório gerado pelo comando /sbin/chkconfig --listClique aqui para maiores informações sobre como funciona o runlevel no Linux.
Troubleshooting
Em alguns servidores eu me deparei com a seguinte mensagem de erro:
Muitos serviços são executados com seu próprio rótulo SELinux e como o script que criamos não o possui, não irá ser executado.
Para resolver isso, iremos utilizar os seguintes comandos:
Configurando o Zabbix Agent para iniciar automaticamente no Debian e derivados
O problema é pior ainda quando ocorre queda de energia e todos os servidores monitorados são desligados, daí é aquela odisséia de ir em servidor por servidor para iniciar o agente.
Para evitar esse trabalho de presidiário, irei mostrar nesse tutorial como configurar o Zabbix Agent para iniciar junto com os principais processos do sistema. É um procedimento bastante simples, mas que economiza um bom tempo do administrador da rede.
1. Acesse a pasta /etc/init.d
cd /etc/init.d
2. Utilizaremos o editor de texto vim para criar o script. Nesse caso, nomeei o arquivo como zabbix_starter.sh
vim zabbix_starter.sh
3. Adicione as seguintes linhas no arquivo:
#!/bin/bash
/usr/local/sbin/zabbix_agentd
4. Dentro do diretório /etc/init.d, digite:
chmod 755 zabbix_starter.sh
Isso dará as permissões necessárias para o arquivo ser executado.
5. Por último, iremos utilizar o comando update-rc.d para atualizar os diretórios rc.d, adicionando o script na inicialização do sistema:
update-rc.d zabbix_starter.sh defaults
terça-feira, 7 de junho de 2011
Projeto de Lei 5476/2001 - cancelamento da assinatura do telefone fixo
Divulgue isso, pois quanto mais pessoas se mobilizar, melhores serão os resultados.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Zabbix: personalização de itens para o monitoramento de comutadores de pacotes utilizando o protocolo SNMP
1. Configuração do comutador de pacotes
Uma comunidade é, resumidamente, uma variável do tipo string ou, se quisermos simplificar ainda mais, uma senha que será usada pelo administrador da rede para ter acesso as informações do equipamento, como uptime, tráfego de pacotes e etc. Pode ser definida de três formas: read-only, read-write e trap, sendo que atualmente os comutadores disponíveis no mercado disponibilizam apenas dois campos para o preenchimento, um para definir a comunidade do tipo read-only e outro do tipo read-write.
Uma comunidade read-only permite ler valores de dados, sem modificálos, já uma comunidade read-write permite a leitura e modificação dos valores de dados.
2. Monitorando OIDs
Para monitorar o tráfego de entrada e saída de dados em uma determinada porta de um comutador de pacotes deve-se analisar os parâmetros ifInOctets e ifOutOctets gerados pelo comando snmpwalk, onde ifInOctets refere-se ao tráfego de entrada de dados em bps (bits por segundo) em uma determinada porta do comutador e ifOutOctets representa o tráfego de saída de dados, também em bps.
Vamos analisar um dos parâmetros gerados pelo snmpwalk:
b) Counter32: define que o parâmetro usa uma variável de 32 bits com valor mínimo de 0 e máximo de 232-1. É basicamente utilizado para rastrear informações, como o número de octetos enviados e recebidos em uma interface ou o número de erros e descartes encontrados em uma interface.
c) 3316021136: é o resultado gerado. Indica que estão entrando 3316021136 bps na porta 1 do comutador.
3. Criação de template para monitoramento de comutadores CISCO Catalyst 2960-S
a) Nome: nome que será atribuído à template que está sendo criada;b) Grupos: permite adicionar grupos de hosts relacionados à template;c) Novo grupo: caso o grupo que se deseja adicionar ainda não exista, basta preencher este campo para a criação de um novo grupo;d) Hosts|Templates: permite adicionar os hosts que herdarão os itens definidos na template.
4. Criação de itens para monitoramento de comutadores CISCO Catalyst 2960-S
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Getting start on Tolkien's Fellowship of the Ring

I've started my book's reader life with The Hobbit and that was the best first experience with books that I could have. Some years ago I read the Silmarillion and there was no return: I've became a Tolkien's addicted.
Only yesterday I could start to read the The Lord of the Rings and the first fifty pages was amazing.
Obviously is a waste of time to compare the abundance of details that has in a book with the "commercial appeal" from the movies and although I've enjoyed the Peter Jackson's movies it's being terrific to know all the details about the begining of the Fellowship of the Ring.
Unfortunately I only will go ahead on the Monday. This weekend will be troubled. I'm counting the days to start the second chapter yet.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Paco Ibáñes

Chega a ser vergonhoso dizer isso, mas fazia um bom tempo que eu não ouvia uma música que me deixasse com vontade de dar um play, depois um replay e ouvir várias vezes seguidas até dizer chega. Muitas vezes tudo é muito previsível, principalmente pelo triste fato de termos poucos artistas com identidade, muitas vezes o que vemos, ouvimos e lemos é apenas mais do mesmo.
Pois bem, hoje pela manhã ao fazer a minha leitura diária do blog do escritor José Saramago (que ainda é atualizado diariamente, por mais bizarro que isso pareça) encontrei em um dos posts um link para a página do músico espanhol Paco Ibáñes e pra minha surpresa, fui surpreendido.
Que contraste entre calmaria e tensão! Que interpretação!
Pois bem, não vou me reter à descrições, aí está o link com a música:
http://www.aflordetiempo.com/argeles.htm
sexta-feira, 7 de maio de 2010
26/04/2010 - That one night!
Em 2008 eu tive a primeira chance de ver uma das b
andas que mais idolatrei em toda minha vida, pois finalmente o Iron Maiden colocou Porto Alegre na rota de uma das mais ousadas turnês da história da música e a maior tour da história da banda, na qual eles tocaram alguns de seus maiores clássicos, relembrando a Live After Death tour, o momento em que o Iron Maiden esteve no topo do mundo.
Assim que se iniciaram as vendas consegui comprar meu ingresso através de quem na época era a futura ex-namorada de um conhecido meu. Chegando o tão esperado dia do show, fui enfrentar 12 horas de fila junto com mais alguns amigos, esperando ansioso por aquele que seria (ao menos era o que eu esperava) o maior show de minha vida. Porém, graças a Opinião produtora, responsável pela "organização" do evento, pude aproveitar muito pouco o show do Iron Maiden. O Gigantinho, local onde foi realizado o show, estava superlotado, quase não havia circulação de ar, as pessoas estavam sendo esmagadas umas pelas outras e era comum ver pessoas desmaiadas sendo carregadas para fora do ginásio. Resumindo, foi um verdadeiro caos, e devido a todos estes percalços não foi possível aproveitar o show do Iron Maiden da forma como deve ser aproveitado um show do Iron Maiden. Infelizmente o primeiro grande show da minha vida foi frustrante.
Pouco mais de dois anos depois, após ter perdido alguns shows de outras grandes bandas que passaram por nossa capital, surge a oportunidade de presenciar uma outra banda que me influenciou a ter cabelos compridos, colecionar CDs e revistas, revirar a internet a procura de material raro e a sonhar em viajar pelo mundo tocando para grandes públicos. Sim, pela primeira vez na história, o Megadeth visita Porto Alegre, e esse show eu não poderia perder de forma alguma.
O local do show desta vez foi o Pepsi On Stage, um local projetado pra este tipo de evento, com uma estrutura bem mais apropriada do que um Gigantinho, por exemplo. Também como o Megadeth não tem a mesma popularidade exorbitante do Iron Maiden não foi preciso quarar por várias horas na fila, o que me possibilitou fazer alguns passeios por Porto Alegre antes de dirigir-me ao local do show por volta de 18 horas.
O que eu tinha falado mesmo sobre quarar na fila? É verdade que não tivemos que aguardar tanto tempo quanto na fila pro show do Maiden, mas a abertura dos portões atrasou por cerca de uma hora e meia e a espera pela abertura dos portões parecia durar por uma eternidade. Nessas alturas eu já estava pensando com meus botões se eu era um típico pé-frio pra shows, pois só o que me faltava que o show do Megadeth fosse a mesma bagunça que foi o do Iron Maiden.
22:00h, finalmente abrem-se os portões, e somos recepcionados pela performance da Distraught, banda de Porto Alegre que já estava no palco quando colocamos os pés dentro do Pepsi on Stage.
Logo de cara, a primeira impressão que se teve era de que sem dúvidas aquela seria a noite do Thrash Metal
Primeiro, Shaw Drover aparece atrás da bateria, logo após,
o mais novo membro da banda, Chirs Broderick, seguido por David Ellefson que finalmente estava de volta ao Megadeth e finalmente Mr. Dave Mustaine estava à minha frente.
Não farei aqui resenha alguma das músicas que foram tocadas, pois já há boas resenhas do que rolou em sites como whiplash.net. Apenas registro aqui, uma das maiores noites da minha vida, a noite em que presenciei a execução impecável de um Rust in Peace tocado na íntegra, um Chirs Broderick destruindo a guitarra e mandando solos complexos com tanta naturalidade, fazendo parecer que o Rust in Peace é um album simples de se tocar. Tudo isso somado ao carisma e presença de palco, não apenas do Chris, mas de todos os membros. A impressão que se tinha ao ver o Mustaine no palco era de que aquele era um show tão especial pra ele quanto foi pra nós, fãs. Toda a energia empreendida, as músicas interpretadas com a emoção que uma música do Megadeth exige: aquele contraste entre vocais insanos e belas baladas que só o Mustaine sabe fazer.
No final do show, o Mustaine aplaudiu a multidão, que deu um show à parte também, demorando algum tempo pra sair do palco, curtindo o momento tanto quanto nós, fãs.
Após sair do Pepsi on Stage
eu não acreditava no que tinha visto. Acho que vai ser bastante difícil eu presenciar um show daqueles novamente.
Sem dúvidas o Megadeth provou que é uma das maiores bandas da atualidade pelos seguintes motivos: tem uma discografia invejável, uma formação estável (acredito que agora podemos dizer isso), uma performance impecável e qualidade técnica inquestionável.
26/04, that fucking night. Valeu a pena as 7 horas de viagem até POA, valeu a pena cada centavo investido e, sem dúvidas, se o Megadeth vier novamente, eu vou.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Changes

Não há como negar: humanos e pássaros têm muito em comum.
Quando um humano decide ser nômade assim como as aves, acaba experimentando um misto de medo do que está por vir e medo de não vivenciar mais o que está deixando para trás. Medo de que aqueles momentos descontraídos com os bons amigos se tornem raros, de que as pessoas que são especiais acabem se tornando apenas lembranças.
Há alguns anos atrás, quando as minhas idéias eram ainda mais confusas e vivia naquele marasmo que as cidades pequenas geralmente proporcionam disse para mim mesmo: "quero que as coisas sempre mudem na minha vida, não quero viver mais nessa rotina, quero coisas diferentes, sempre". De alguma forma ainda penso assim, porém, hoje acredito que algumas coisas não deveriam mudar.
Como seria bom se os bons amigos sempre estivessem por perto e que nós pudéssemos levar a vida com todos eles em volta. Mas não há escapatória, para que as coisas aconteçam precisamos arriscar e pagar o preço, por mais alto que seja e, quanto maior o sonho, maior é o preço a se pagar.
Portanto, é necessário ser forte, afinal, as pessoas que realmente são especiais em nossas vidas resistem ao teste do tempo e os bons momentos que foram vividos ao lado dessas pessoas sempre estarão guardadas em um lugar especial em nossa memória, e neste caso, em minha memória.
Jamais vou esquecer todos os grandes amigos que fiz durante minha caminhada, que me surpreenderam e que mostraram que tem muitas pessoas que valem a pena se conhecer e são essas pessoas especiais que me dão força e que me faz ter certeza de que vale a pena, por mais dolorosa que seja a mudança que minha vida nômade impõem, seguir em frente, afinal, é inevitável que com o desenrolar de nossas vidas as coisas mudem.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Foi Kurosawa quem me disse...
“Há muito tempo atrás, ao chegar num pequeno vilarejo, um viajante que estava doente morreu perto da ponte. Os aldeões ficaram com pena e o enterraram ali mesmo. Puseram uma grande pedra sobre o túmulo e depositaram flores sobre ela. Pôr flores ali tornou-se então um costume. Não apenas as crianças, mas todos os aldeões passaram a pôr flores ao passar pela pedra, embora a maioria não saiba sequer por que o faz.”
Akira Kurosawa – Yume (Dreams)
A narrativa acima aparece no filme Yume de Akira Kurosawa, um filme que cujo roteiro é baseado numa série de sonhos marcantes que o autor teve ao longo de sua vida e, esta história em especial me chamou muito a atenção, pois nela podemos encontrar claramente um contexto no qual eu, tu que estás lendo este texto e todos os outros moradores desta esfera esfumaçada em que vivemos têm inserido no seu “modus vivendi” como se fosse um chip implantado em nosso cérebro de tal forma que ninguém sabe ao menos o porque dele estar ali. Estou me referindo àquilo que chamarei neste texto de Tradição Alienada.
Tu deves estar te perguntando que diabos eu quero dizer com isto, não é mesmo? Senão, que bom, pois eu poderia encerrar este texto por aqui mesmo. Mas como suponho que nem todos necessitam ter tamanho poder de compreensão à primeira vista, explicarei o termo ao qual me refiro.
De todas as atividades humanas, provavelmente é na religião onde encontrarei os exemplos mais claros de tradição alienada.
Por motivos que não se sabe o porque, as pessoas fazem sinais da cruz ao passar na frente de uma igreja, ou então acreditam que não devem fazer mal porque tem um purgatório, um inferno, ou vários outros pretextos usados por diferentes religiões para tentar controlar o comportamento alheio como, por exemplo, se o único motivo para não matar o melhor amigo fosse o medo de ir pro inferno. Porém, pergunte pro crente mais fiel ou pro padre mais próximo o porque de todas essas crenças. Provavelmente ele lhe citará um texto decorado da bíblia como de costume, mas quanto mais suas dúvidas forem aumentando, menores serão as qualidades das respostas, até que se chegue há frase definitiva: “Deus le volt”, ou, “porque Deus quer assim”. Porém não sabemos de onde vêm todas estas crenças, e elas se espalham de forma descontrolada. De pai para filho elas sobrevivem, se adaptam e sofrem mudanças durante os tempos, assim como uma boa tradição alienada deve ser: boa o suficiente para acalmar aquele que quer ouvir as palavras que deseja e péssima para os céticos.
Já no mundo das artes, um amigo meu me abriu os olhos para um típico caso em que a tradição se sobrepõe ao pensamento autoral: todos já devem ter ouvido falar que Beethoven era um gênio da música, que Mozart também era genial, e essa informação passa diariamente de boca em boca e muita gente diz sem pestanejar: “cara, Beethoven é um gênio!”. Mas pergunte para uma dessas pessoas porque Beethoven é um gênio. Garanto que 9 em 10 pessoas que discursam firmemente sobre este assunto não saberão lhe responder o porque, exatamente por que apenas ouviu alguém falar sobre a genialidade de Beethoven e saiu proferindo como um profeta bêbado e desvairado um assunto que ele não tem domínio algum.
Não quero dizer com este texto que todas as tradições são más ou erradas, mas sim que devemos ter um pé atrás pra qualquer tipo de informação que assimilamos no dia-a-dia. Que se corra atrás da verdade. É necessário um pouco mais de questionamento e não apenas o “é assim por que tem que ser assim”.
Não há situação mais deplorável do que a constante decadência imposta por igrejas e demais grupos manipuladores que apenas empurram goela abaixo as suas pregações decadentes e supram a capacidade de pensar, a identidade e a personalidade das pessoas. Essas fábricas de robôs humanóides, porque já não sei mais se é possível chamar de humano aquele ser que já não tem mais a capacidade de pensar por si próprio.
Quando passamos a agir de acordo com tradições que não sabemos de onde vieram e passamos a criar hábitos que não sabemos para que servem deixamos de ser humanos, deixamos de ser ser pensante e perdemos aquilo que nos difere de uma máquina de produção em massa, que faz as tarefas que deve fazer todos os dias, porém, não sabe porque, pra quem e nem como faz aquilo, apenas faz, dia após dia, até que pare de funcionar e seja jogada fora para que outra máquina tome o seu lugar e mantenha a fábrica funcionando, afinal, fábricas precisam de dinheiro e máquinas que a façam lucrar, assim como igrejas, emissoras de tv, multinacionais, revistas e demais propagadoras de tradições alienadas em massa.






