quarta-feira, 4 de maio de 2011

Zabbix: personalização de itens para o monitoramento de comutadores de pacotes utilizando o protocolo SNMP


Como o protocolo SNMP é atualmente o padrão para o monitoramento de ativos de rede, a grande maioria dos equipamentos de comutação de pacotes já vêm de fábrica com um agente SNMP instalado em seu hardware, sendo necessária apenas a configuração de alguns parâmetros que deve ser feita pelo administrador/gerente da rede.
Neste artigo, irei descrever passo-a-passo como criar itens no Zabbix para monitorar switches utilizando o protocolo SNMP.

1. Configuração do comutador de pacotes


Primeiramente, é necessário habilitar o suporte ao protocolo SNMP no painel de controle do equipamento que será monitorado. Após isso, deve-se definir os nomes de comunidades.O protocolo SNMP usa o conceito de comunidades para definir a confiabilidade entre o agente e aquele que está requisitando as informações do agente, que pode ser um software de gerência de redes ou alguém disparando comandos SNMP em um determinado nó da rede.
Uma comunidade é, resumidamente, uma variável do tipo string ou,
se quisermos simplificar ainda mais, uma senha que será usada pelo administrador da rede para ter acesso as informações do equipamento, como uptime, tráfego de pacotes e etc. Pode ser definida de três formas: read-only, read-write e trap, sendo que atualmente os comutadores disponíveis no mercado disponibilizam apenas dois campos para o preenchimento, um para definir a comunidade do tipo read-only e outro do tipo read-write.
Uma comunidade read-only permite ler valores de dados, sem modificálos, já uma comunidade read-write permite a leitura e modificação dos valores de dados.

Figura 1 - Tela de configuração do agente SNMP em um switch Cisco Catalyst 2960-S

2. Monitorando OIDs

Muitas vezes, os sistemas de gerência de rede não trazem todos os itens pré-configurados para o monitoramento de todos os equipamentos e serviços utilizadados em um determinado ambiente, portanto, caberá ao gerente da rede configurar esses itens e informar ao sistema de gerência de rede os parâmetros utilizados para acessar as informações necessárias que podem ser disponibilizadas pelo agente. Para descobrir quais são esses parâmetros é necessário usar o SNMP.
Neste caso, será monitorado o tráfego de dados nas portas de um comutador de rede. Para isso, é utilizando o comando snmpwalk, que é utilizado para listar os parâmetros SNMP existentes em um determinado dispositivo de rede.
A sintaxe padrão do snmpwalk é: snmpwalk -v 3 -c comunidade IP, sendo que a função de cada parâmetro utilizado no comando é:
a) snmpwalk: listar os parâmetros SNMP no dispositivo de rede que será monitorado;
b) -v 3: versão do SNMP utilizada pelo agente, pode-se usar as opções -v 1 (SNMP Versão 1), -v 2c (SNMP Versão 2), -v 3 (SNMP Versão 3);
c) -c comunidade: Nome da comunidade SNMP declarada no arquivo de configuração do agente. Precisa ter no mínimo direito de leitura;
d) IP: endereço IP do equipamento que deseja-se ler as informações.
O comando snmpwalk traz uma quantidade enorme de informações sobre o dispositivo requisitado, sendo que muitas dessas informações podem não ser de interesse do administrador da rede em determinado momento, por isso, é possível filtrar as informações que se deseja ter acesso. Neste caso específico, iremos monitorar as portas de um comutador de pacotes, portanto acrescentaremos o parâmetro interfaces ao comando para que ele filtre apenas as informações referentes as interfaces do equipamento. O comando usado para isso será snmpwalk -v 3 -c comunidade IP interfaces.
Para monitorar o tráfego de entrada e saída de dados em uma determinada porta de
um comutador de pacotes deve-se analisar os parâmetros ifInOctets e ifOutOctets gerados pelo comando snmpwalk, onde ifInOctets refere-se ao tráfego de entrada de dados em bps (bits por segundo) em uma determinada porta do comutador e ifOutOctets representa o tráfego de saída de dados, também em bps.

Figura 2 - resultado gerado através do uso do comando snmpwalk

Vamos analisar um dos parâmetros gerados pelo snmpwalk:

IF-MIB::ifInOctets.10101 = Counter32: 3316021136

a) IF-MIB::ifInOctets.10101: este parâmetro se refere ao tráfego de entrada de dados (ifInOctets) na porta 1 do comutador (10101). Note que este é um parâmetro utilizado pelo modelo Cisco Catalyst 2960-S. Ao executar um comando snmpwalk em modelos e ou marcas diferentes os parâmetros obtidos serão diferentes. Por exemplo, em um comutador D-Link, o parâmetro utilizado é ifInOctets.1. No caso específico do comutador da Cisco que está sendo utilizado neste estudo, é possível identificar as portas analisando os dois últimos digitos após ifInOctets, como é possível notar na figura 2.
b) Counter32: define que o parâmetro usa uma variável de 32 bits com valor mínimo de 0 e máximo de 2
32-1. É basicamente utilizado para rastrear informações, como o número de octetos enviados e recebidos em uma interface ou o número de erros e descartes encontrados em uma interface.
c) 3316021136: é o resultado gerado. Indica que estão entrando 3316021136 bps na porta 1 do comutador.

3. Criação de template para monitoramento de comutadores CISCO Catalyst 2960-S

O Zabbix é uma NMS (Network Management System) que trabalha com o conceito de itens e templates.Um item é formado por um conjunto de campos onde é informado ao Zabbix os dados necessários para que ele faça as requisições ao agente, seja este agente SNMP ou o próprio agente do Zabbix. Em um item são definidos quais parâmetros de uma MIB serão monitorados (CPU, interfaces, uptime, etc).Uma template é uma coleção de itens. Este conceito facilita consideravelmente o trabalho do gerente da rede. Por exemplo, em um ambiente onde se possui vários switches do mesmo modelo e se necessita monitorar os mesmos parâmetros, como o tráfego de rede de cada uma das portas, o procedimento se resumirá em criar os itens uma única vez e salvá-los como template. Após isso, bastará adicionar os demais switches na template para que todos eles herdem as configurações predefinidas, não havendo a necessidade de repetir o processo de criação de itens para cada um dos switches monitorados.
Para criar uma template no Zabbix basta clicar na aba Configuração, Hosts, selecionar a opção Templates e clicar em Criar Templates. Após, basta preencher os campos conforme a imagem abaixo.

Figura 3 - Tela de edição de template do Zabbix

a) Nome: nome que será atribuído à template que está sendo criada;b) Grupos: permite adicionar grupos de hosts relacion
ados à template;c) Novo grupo: caso o grupo que se deseja adicionar ainda não exista, basta preencher este campo para a criação de um novo grupo;d) Hosts|Templates: permite adicionar os hosts que herdarão os itens definidos na template.


4. Criação de itens para monitoramento de comutadores CISCO Catalyst 2960-S

Para criar um item, basta clicar na aba Configuração, Hosts, selecionar a opção Itens e clicar em Criar item. Após isso, deve-se preencher os campos conforme a imagem abaixo.
Figura 4 - Tela de edição de item do Zabbix

Para configurar um item, é preciso ter em mãos algumas informações adquiridas anteriormente com o uso de comandos SNMP. a) Tipo: Versão do agente SNMP;b) Comunidade SNMP: Nome da comunidade. Deve ser a mesma comunidade configurada no equipamento;c) SNMP OID: Valor adquirido com o uso do comando snmpwalk;Ex.: IF-MIB::ifInOctets.10101, IF-MIB::ifInOctets.10102, etc.d) Chave: Chave do valor que será lida (ifInput.1, ifOutput.1, etc);e) Unidades: Unidade que será exibida as informações (bps, B, etc);f) Intervalo atualização (em seg): Tempo de atualização dos gráficos;
g) Armazenar valor: define se o valor será armazenado como Delta (alterações/seg), Delta (alterações simples) e Sem alterar, que foi a opção escolhida neste estudo de caso, pois os demais valores, quando utilizados, não corresponderam ao resultado gerado pelos comandos SNMP.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Getting start on Tolkien's Fellowship of the Ring



Well, finally I started to read the most famous book from one of my favorites writers ever.
I've started my book's reader life with The Hobbit and that was the best first experience with books that I could have. Some years ago I read the Silmarillion and there was no return: I've became a Tolkien's addicted.
Only yesterday I could start to read the The Lord of the Rings and the first fifty pages was amazing.
Obviously is a waste of time to compare the abundance of details that has in a book with the "commercial appeal" from the movies and although I've enjoyed the Peter Jackson's movies it's being terrific to know all the details about the begining of the Fellowship of the Ring.
Unfortunately I only will go ahead on the Monday. This weekend will be troubled. I'm counting the days to start the second chapter yet.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Paco Ibáñes


Chega a ser vergonhoso dizer isso, mas fazia um bom tempo que eu não ouvia uma música que me deixasse com vontade de dar um play, depois um replay e ouvir várias vezes seguidas até dizer chega. Muitas vezes tudo é muito previsível, principalmente pelo triste fato de termos poucos artistas com identidade, muitas vezes o que vemos, ouvimos e lemos é apenas mais do mesmo.
Pois bem, hoje pela manhã ao fazer a minha leitura diária do blog do escritor José Saramago (que ainda é atualizado diariamente, por mais bizarro que isso pareça) encontrei em um dos posts um link para a página do músico espanhol Paco Ibáñes e pra minha surpresa, fui surpreendido.
Que contraste entre calmaria e tensão! Que interpretação!
Pois bem, não vou me reter à descrições, aí está o link com a música:
http://www.aflordetiempo.com/argeles.htm

sexta-feira, 7 de maio de 2010

26/04/2010 - That one night!

Em 2008 eu tive a primeira chance de ver uma das bandas que mais idolatrei em toda minha vida, pois finalmente o Iron Maiden colocou Porto Alegre na rota de uma das mais ousadas turnês da história da música e a maior tour da história da banda, na qual eles tocaram alguns de seus maiores clássicos, relembrando a Live After Death tour, o momento em que o Iron Maiden esteve no topo do mundo.
Assim que se iniciaram as vendas consegui comprar meu ingresso através de quem na época era a futura ex-namorada de um conhecido meu. Chegando o tão esperado dia do show, fui enfrentar 12 horas de fila junto com mais alguns amigos, esperando ansioso por aquele que seria (ao menos era o que eu esperava) o maior show de minha vida. Porém, graças a Opinião produtora, responsável pela "organização" do evento, pude aproveitar muito pouco o show do Iron Maiden. O Gigantinho, local onde foi realizado o show, estava superlotado, quase não havia circulação de ar, as pessoas estavam sendo esmagadas umas pelas outras e era comum ver pessoas desmaiadas sendo carregadas para fora do ginásio. Resumindo, foi um verdadeiro caos, e devido a todos estes percalços não foi possível aproveitar o show do Iron Maiden da forma como deve ser aproveitado um show do Iron Maiden. Infelizmente o primeiro grande show da minha vida foi frustrante.
Pouco mais de dois anos depois, após ter perdido alguns shows de outras grandes bandas que passaram por nossa capital, surge a oportunidade de presenciar uma outra banda que me influenciou a ter cabelos compridos, colecionar CDs e revistas, revirar a internet a procura de material raro e a sonhar em viajar pelo mundo tocando para grandes públicos. Sim, pela primeira vez na história, o Megadeth visita Porto Alegre, e esse show eu não poderia perder de forma alguma.
O local do show desta vez foi o Pepsi On Stage, um local projetado pra este tipo de evento, com uma estrutura bem mais apropriada do que um Gigantinho, por exemplo. Também como o Megadeth não tem a mesma popularidade exorbitante do Iron Maiden não foi preciso quarar por várias horas na fila, o que me possibilitou fazer alguns passeios por Porto Alegre antes de dirigir-me ao local do show por volta de 18 horas.

O que eu tinha falado mesmo sobre quarar na fila? É verdade que não tivemos que aguardar tanto tempo quanto na fila pro show do Maiden, mas a abertura dos portões atrasou por cerca de uma hora e meia e a espera pela abertura dos portões parecia durar por uma eternidade. Nessas alturas eu já estava pensando com meus botões se eu era um típico pé-frio pra shows, pois só o que me faltava que o show do Megadeth fosse a mesma bagunça que foi o do Iron Maiden.
22:00h, finalmente abrem-se os portões, e somos recepcionados pela performance da Distraught, banda de Porto Alegre que já estava no palco quando colocamos os pés dentro do Pepsi on Stage.

Logo de cara, a primeira impressão que se teve era de que sem dúvidas aquela seria a noite do Thrash Metal em Porto Alegre. E que noite, o show da Distraught deixou todos no clima e após isso viria o motivo pelo qual todos realmente estavam lá: por volta das 23:00h sobe ao palco um dos maiores ícones da história do metal, um dos Big Four do Thrash Metal, liderada por uma das maiores personalidades da música. Eu não podia acreditar, realmente eu estava num show do Megadeth.

Primeiro, Shaw Drover aparece atrás da bateria, logo após, o mais novo membro da banda, Chirs Broderick, seguido por David Ellefson que finalmente estava de volta ao Megadeth e finalmente Mr. Dave Mustaine estava à minha frente.
Não farei aqui resenha alguma das músicas que foram tocadas, pois já há boas resenhas do que rolou em sites como whiplash.net. Apenas registro aqui, uma das maiores noites da minha vida, a noite em que presenciei a execução impecável de um Rust in Peace tocado na íntegra, um Chirs Broderick destruindo a guitarra e mandando solos complexos com tanta naturalidade, fazendo parecer que o Rust in Peace é um album simples de se tocar. Tudo isso somado ao carisma e presença de palco, não apenas do Chris, mas de todos os membros. A impressão que se tinha ao ver o Mustaine no palco era de que aquele era um show tão especial pra ele quanto foi pra nós, fãs. Toda a energia empreendida, as músicas interpretadas com a emoção que uma música do Megadeth exige: aquele contraste entre vocais insanos e belas baladas que só o Mustaine sabe fazer.

No final do show, o Mustaine aplaudiu a multidão, que deu um show à parte também, demorando algum tempo pra sair do palco, curtindo o momento tanto quanto nós, fãs.

Após sair do Pepsi on Stage eu não acreditava no que tinha visto. Acho que vai ser bastante difícil eu presenciar um show daqueles novamente.

Sem dúvidas o Megadeth provou que é uma das maiores bandas da atualidade pelos seguintes motivos: tem uma discografia invejável, uma formação estável (acredito que agora podemos dizer isso), uma performance impecável e qualidade técnica inquestionável.

26/04, that fucking night. Valeu a pena as 7 horas de viagem até POA, valeu a pena cada centavo investido e, sem dúvidas, se o Megadeth vier novamente, eu vou.

Após o show, Dave Mustaine e David Ellefson soltaram algumas notas falando do quanto foi incrível o show de Porto Alegre e o próprio Mustaine confirmou que o show Porto Alegre foi o melhor do Megadeth no Brasil. Espero que eles repitam a dose logo.